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Sistema híbrido flex da Volkswagen pode usar mecânica do Jetta

30 de Julho de 2021

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A Volkswagen não para de retomar o assunto da eletrificação e do uso do etanol. Como o Brasil está atrasado na corrida pelos carros totalmente elétricos, que hoje são distantes da realidade do consumidor daqui, a marca alemã vai atrás da Toyota e pretende ter o seu sistema híbrido flex. Pois a solução da marca alemã pode vir de uma versão do Jetta de 2012. Apresentado no Salão de Detroit daquele ano, não chegou a ser um sucesso de vendas, tanto que a atual geração não tem versão híbrida.

Na ocasião, o sedã ganhou, nos Estados Unidos, uma versão eletrificada que combinava o conhecido motor 1.4 TSI turbo a gasolina a um pequeno propulsor elétrico – com potência equivalente a 27 cv – montado entre o motor a combustão e o câmbio. Este último, de sete marchas e dupla embreagem. O conjunto, então, garantia bom desempenho nas acelerações e médias de consumo muito interessantes.

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O Jetta Hybrid, assim, dispunha de 170 cv e 25,5 mkgf de torque. O suficiente para arrancar de zero a 100 km/l em 8 segundos. Além disso, fazia boas médias de 17,8 km/l, na cidade, e de 20,4 km/l, na estrada. Ou seja, é exatamente o conjunto ideal para a Volkswagen equipar modelos como o SUV Taos e sua futura versão picape, a Tarok.

Em resumo, assim como na Audi, que trabalha com o sistema híbrido-leve em SUVs como o Q5 e Q5 Sportback, por exemplo, a Volkswagen tem um sistema semelhante. O Jetta norte-americano da época já dispunha da tecnologia do jipão das quatro argolas. Ou seja, usava apenas eletricidade quando o acelerador era liberado a velocidades até 135 km/h.

Estratégia é etanol

Durante evento para a imprensa nacional nesta quarta-feira (28), o presidente da Volkswagen do Brasil e América Latina, Pablo Di Si, assumiu a aposta em etanol rumo a mobilidade sustentável no mercado nacional. “Não adianta olhar só para o escapamento do veículo, é preciso entender o sistema como um todo”, ressalta o executivo. Ele faz menção à poluição gerada pelos carros elétricos quando se leva em consideração toda a cadeia.

De acordo com pesquisa da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA) enquanto um carro elétrico emite 54 gCO2/km, um veículo Flex-Fuel fica em 37 gCO2/km. Para Evandro Gussi, CEO da instituição, hoje, o carro mais básico abastecido com etanol no Brasil é mais limpo do que qualquer carro elétrico europeu. Ele defende que a equação não é carro elétrico versus etanol. E sim carro elétrico mais etanol.

 

Fonte: Jornal do carro – 29/07

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