Setor sucroenergético quer mudança em lei de transporte

Entusiasmados com as manifestações do presidente Jair Bolsonaro contra a obrigatoriedade do transporte de combustíveis por distribuidoras, representantes do setor sucroenergético foram ao Palácio do Planalto ontem defender mudanças na lei para permitir o transporte direto de etanol entre usinas e postos.

Mais tarde, em “live” no Facebook, Bolsonaro estimou que a medida poderia derrubar em R$ 0,20 o preço do litro do álcool na bomba.

O tema já mobiliza representantes do setor produtivo no Congresso. “Você imagine a quantidade de postos que existem próximos das usinas no Brasil inteiro e elas não podem vender diretamente ao posto, têm que ir para uma base”, argumentou a jornalistas o presidente do conselho de administração da Novabio, Pedro Robério Nogueira. A entidade reúne produtores de açúcar e álcool, principalmente de Norte e Nordeste.

Para Nogueira, a solução mais rápida para retirar a obrigatoriedade do transporte pelas distribuidoras seria via Legislativo, pois já há projetos tramitando no Congresso. Não está descartada, porém, a possibilidade de o Planalto enviar uma nova proposta. Bolsonaro disse aos produtores que discutirá o tema com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Também presente na reunião, o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçucar), Renato Augusto Cunha, criticou o “engessamento” da lei sobre distribuição de combustíveis. “. Não queremos exclusividade, mas uma alternativa de transporte direto”, explicou.

Durante a audiência com os empresários, Bolsonaro não teria comentado o pedido de antecipação da saída do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone, do cargo.

 

Fonte:  Valor Econômico – 17-01

 

 

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