Mário Campos fala da importância do setor sucroenergético para o país e o Renovabio em live com a XP Investimentos

 

O presidente da SIAMIG, Mário Campos, participou da live Business TALKIS, promovida pela XP Investimentos, numa conversa com Fernando Salles (Head Assessoria). Ele falou desde a produção sustentável do setor sucroenergético, seus produtos, até o programa Renovabio, com o surgimento de muitas perguntas sobre esse assunto. 

Mário Campos procurou destacar a essencialidade do setor com a produção de cana, açúcar, etanol e bioeletricidade e a importância de Minas Gerais nessa estrutura com 36 empresas, mais de 120 municípios produtores de cana e a reativação de duas empresas este ano no estado.  “O agro não é só grãos e o setor ssucroenergético é um complexo muito interessante, com uma produção em torno de 600 milhões de toneladas de cana e movimentação de uma série de outros segmentos. Já a produção de grãos soma cerca de 250 milhões toneladas”, afirmou. 

A contribuição do setor é a nível local e mundial, já que o Brasil é o maior produtor e exportador de açúcar do mundo, e segundo produtor global de etanol. Neste momento de pandemia, a produção do setor de álcool para outros fins destinado à fabricação de álcool gel e álcool 70 também dobrou de tamanho.

Mário ressaltou que nos últimos quatro meses não foi fácil para o setor devido à pandemia e ao choque de preço do petróleo. Porém com a retração no consumo de etanol, as empresas focaram a produção no açúcar e o mercado de etanol já está retornando devagar. O setor tem também a produção de energia elétrica, que cresceu muito nos últimos anos, com a venda dessa energia no mercado e participação dos leilões do governo federal. “Mas não podemos fazer uma previsão correta do que vai acontecer nos próximos meses”, assinalou.

O executivo da SIAMIG disse que as empresas vêm fazendo um enfrentamento do covid-19 muito adequado, os empresários estão cuidando pessoalmente do processo, com protocolos eficientes, a fim de empurrar a curva de contágio ao máximo dentro das empresas. 

Perguntado sobre a eficiência energética do etanol frente a gasolina, Mário Campos explicou que há uma convenção hoje no mercado de que para ser rentável o etanol tem que estar em 70% do preço da gasolina e um estudo do Instituo Mauá (SP) indicam que essa relação pode chegar de 72% a 73%. Mas destacou que cada motorista tem que achar a sua relação perfeita, ou seja, fazer a conta do próprio veículo, pois cada um tem uma tecnologia embarcada e cada motorista tem um modo de dirigir o que interfere nessa conta.

“Com o carro flex, o brasileiro tem a oportunidade de escolher entre o etanol e a gasolina e ajudar a mitigar as emissões dos gases do efeito estufa”, ressaltou Mário Campos. O etanol tem parâmetros de mitigação desses gases, além de mais econômico, em função de uma política pública de menor alíquota do ICMS para o produto, como ocorre em Minas Gerais e São Paulo, por exemplo. Destacou a campanha #abasteçacometanol que está em vigor, a fim de valorizar o etanol e a indústria nacional.

Já no final da live, Mário Campos esclareceu e respondeu perguntas sobre o Renovabio, que visa o aumento da participação dos biocombustíveis na matriz de transporte, com a certificação dos produtores e a comercialização dos chamados CBIOs (Créditos de Descarbonização) para as distribuidoras.  Explicou que a venda dos CBIO será feita na B3 entre as duas partes e que um CBIO equivale a 1 tonelada de CO2/equivalente mitigado. É possível que outras empresas do mercado comprem também esses CBIOs para mitigar suas emissões.  

Ressaltou que atualmente há uma discussão sobre a tributação do CBIO, que por ser um ativo ambiental deveria ser isento, mas isso ainda não teve uma definição junto ao governo federal. Esse assunto suscitou muito interesse e ficou de ser aprofundado numa próxima conversa junto à XP.

 

Fonte: Gerência Comunicação SIAMIG – 6/07

 

 

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