Biosev busca por pontos de melhoria objetivando aumentar emissão de CBIOs

A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que entrou em vigor em 24 de dezembro de 2019, cria o mercado de crédito de carbono, com o objetivo de compensar a emissão de gases causadores do efeito estufa gerada pelo uso dos combustíveis fósseis, estabelecendo que cada Crédito de Descarbonização (CBio) equivale a uma tonelada de dióxido de carbono que deixa de ser emitida na atmosfera. Os CBios serão adquiridos pelas distribuidoras de combustíveis fósseis.

Mas, para ter direito aos CBios, as empresas produtoras de biocombustíveis – etanol, biodiesel, biometano, bioquerozene e outros – precisam ser credenciadas na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e receber o Certificado da Produção Eficiente de Biocombustíveis. E, para isso, necessitam certificar seu processo produtivo por meio de certificadoras registradas na ANP, que comprovarão que a empresa reduzir as emissões de carbono durante o processo produtivo de etanol

A Certificação é o processo que verifica a correção dos dados técnicos dos processos de produção de cana e de produção industrial do biocombustível. Esses dados alimentam a RenovaCalc, que é o levantamento circunstanciado de todo processo produtivo, iniciando-se no registro das áreas agrícolas, tipo de insumos, fertilizantes e defensivos utilizados, combustíveis, cogeração de energia elétrica, bem como métodos utilizados no processo industrial.

Para conquistar essa renda extra que aumentará a competitividade do etanol, as unidades sucroenergéticas se adequam aos critérios da certificação. Das 10 unidades produtoras de etanol da Biosev, segunda maior processadora global de cana-quede-açúcar, duas já estão em consulta pública. As demais deverão entrar ter seu processo iniciado nas próximas semanas. “Já fizemos levantamento de dados e processo de auditoria. No momento, estamos finalizando nossos números para entregar à ANP”, afirma a diretora comercial da Biosev, Dorothea Soule.

Ela relata que nos últimos meses profissionais da companhia tem se debruçado sobre a RenovaCalc, a calculadora do RenovaBio, e realizado diversos testes visando entender quais processos podem ser aperfeiçoados a fim de melhorar a nota das unidades produtoras. Segundo ela, a emissão de carbono deve ser o item de maior impacto. “Temos uma visão pautada em três fatores: rentabilidade, eficiência e simplicidade. Dessa forma, podemos analisar os processos e definir qual será o foco dos nossos investimentos.”

Um exemplo dado por Dorothea é que seria mais viável economicamente reduzir o consumo de diesel por tonelada de cana entregue na indústria do que aumentar a cogeração ou adotar técnicas avançadas de agricultura de precisão.

 

Fonte: Cana Online – 29-01

 

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