Guerra provoca aumento no petróleo

Prof. Dr. Carlos Eduardo do Nascimento - Advogado e Consultor Tributário 

Extraido do Jornal de Uberaba - Coluna do Kadu, 11/01/2020

Este fato com certeza irá impactar no preço dos combustíveis. Os cidadãos de uma forma generalizada culpam os postos de gasolina pelos aumentos e pelos preços altos, todavia se esquecem que estes são também vítimas de um sistema que ainda está em fase de adequação por atos do atual Governo Federal.

QUAL A SOLUÇÃO PARA O PREÇO DO PETRÓLEO?

O Brasil foi um dos primeiros países do mundo a “inventar” soluções para substituir a matriz energética, onde deve ser lembrado que em 1974, a Gurgel Motores apresentou no Salão de São Paulo daquele ano o Itaipu, um minicarro capacidade para dois passageiros que foi o primeiro automóvel elétrico desenvolvido na América Latina. Oferecido nas carrocerias furgão e picape e com capacidade para 400 kg (E-400) e 500 kg (E-500) de carga, tinha uma carroceria em fibra de vidro de linhas bem arredondadas e estava equipado com um motor elétrico de apenas 13,6 cv, que combinado a um câmbio de quatro marchas de origem Volkswagen permitia ao E-400 atingir os 80 km/l. Além da baixa velocidade máxima se comparado aos carros com motores a combustão, tinha outro problema comum aos elétricos daqueles tempos: a combinação de pequena autonomia (127 km no uso urbano) e a demora na recarga das oito baterias de chumbo-ácido, que variava entre seis e oito horas.

O CARRO ELÉTRICO NO MUNDO ATUAL

Nos dias atuais, ouvimos falar nos veículos elétricos como novidade e solução, todavia, como dito anteriormente, o Brasil foi um dos primeiros países no mundo a criar a solução para o problema, mas boicotado àquela época pelos grandes conglomerados formado pela indústria automobilística mundial.

E A CANA DE AÇÚCAR?

Preocupados com o sucesso brasileiro, os governantes da época lançaram em 14 de novembro de 1975 o Programa Nacional do Álcool, o Pró-Álcool. Criado pelos engenheiros Lamartine Navarro Júnior e Cícero Junqueira Franco e pelo empresário Maurílio Biagi, o programa contava com os projetos do físico José Walter Bautista Vidal e do engenheiro Urbano Ernesto Stumpf que desenvolveram o motor à álcool. O objetivo era substituir gradativamente a frota de carros movida por combustíveis derivados do petróleo por motores que funcionavam com recursos naturais, caso do álcool. Preocupados com os impactos da primeira crise do petróleo e com possíveis novas crises, os idealizadores do Pró-Álcool desenvolveram uma tecnologia pioneira no Brasil. O governo militar, por sua vez, incentivou a medida forçando a produção de álcool no país e fornecendo subsídios. Assim, o Brasil ficou menos dependente da gasolina mundial e reduziu em 10 milhões o número de carros no país que eram movidos pelo derivado do petróleo. (Fonte: infoescola)

O QUE SERÁ DO NOSSO FUTURO?

Não resta qualquer dúvida que as matrizes energéticas devem ser paulatinamente substituídas, e talvez a solução mais viável seja a Cana de Açúcar, tendo em vista que esta é uma solução rápida, segura e o Brasil possui uma grande extensão territorial para que exista produção de Álcool para abastecer não apenas o mercado interno, como também para exportação, sem, contudo impactar de forma negativa na produção de outros produtos que também necessitam da terra para sua produção, como o Leite, Carne, Cereais, ou seja, os produtos ligados aos agronegócios.

 

Fonte – Jornal de Uberaba – 11-01

 

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